Juliane Marie af Braunschweig-Wolfenbüttel-Bevern (Volfembutel, 4 de setembro de 1729 – Fredensborg, 10 de outubro de 1796) foi a segunda esposa do Rei Frederik V e rainha consorte do Reino da Dinamarca e Noruega de 1752 até 1766. Era filha de Fernando Alberto II, Duque de Brunsvique-Volfembutel, e da sua esposa Antónia Amália de Brunsvique-Volfembutel. Ela atuou como regente do reino entre 1772 e 1784 por causa da doença mental do seu enteado o Rei Christian VII.
Juliane Marie foi a nona dos doze filhos do duque Fernando Alberto II, Duque de Brunsvique-Volfembutel e da princesa Antónia Amália de Brunsvique-Volfembutel.
Rainha Consorte:
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Juliane Marie tornou-se na segunda esposa e rainha-consorte do Rei Frederik V da Dinamarca no Palácio de Frederiksborg no dia 8 de julho de 1752, um ano depois da morte da sua primeira esposa, a princesa Louise da Grã-Bretanha. O casamento foi em parte arranjado para acalmar a corte que tinha sido muito agitada durante a vida da antiga consorte. Em criança Juliane Marie gaguejava.
O casamento foi arranjado pelo conde Moltke que achava melhor que o rei se voltasse a casar o mais cedo possível. O rei, que não estava com vontade de encontrar outra esposa, ficou convencido depois de ver o retrato de Juliane Marie. O casamento não foi visto com bons olhos entre os dinamarqueses que achavam que tinha sido realizado demasiado cedo depois da morte da antiga rainha que tinha sido muito amada.
Juliane Marie deu o seu melhor para que gostassem dela. Nomeou J. Schielderup e Guldberg para tutores do seu filho e este tornou-se no primeiro príncipe dinamarquês em várias gerações a ter o dinamarquês como primeira língua.
A rainha também tentou aprender a língua, embora não tivesse tido muito sucesso, mas nunca foi popular. Teve o cuidado de mostrar lealdade para com o seu marido adúltero o que, pelo menos, lhe valeu a compaixão dos seus súbditos. Como rainha nunca se envolveu na política. O seu cunhado, o rei Frederico II da Prússia, esperava que ela o ajudasse a retirar o conde von Bernstorff da sua posição, mas Juliane Marie nunca o fez.
Como rainha viveu uma vida calma e, enquanto o rei viveu, não se pensa que tivesse muita influência. O seu objectivo era tornar o seu filho regente. Como tinha recebido uma educação muito austera era para ela muito dificil estar ao mesmo nível da falecida rainha Louise e não desempenhou qualquer papel na educação dos seus enteados.
Viuvez e Regente:
Juliane tornou-se mais importante como rainha-viúva quando o seu marido morreu em 1766. Durante o período de 1766-70 foi mal tratada pelo casal real (o filho de Frederik, Christian VII da Dinamarca e a sua esposa, a princesa Caroline de Gales) e pelos seus protegidos e raramente era convidada para se sentar à mesa real.
Em 1768, esteve envolvida na expulsão da amante de Christian, Støvlet-Cathrine, que se temia estar a influenciar negativamente o rei. Em 1770, Christian tinha enlouquecido e o poder tinha caído nas mãos da sua consorte Caroline e do seu amante, Johann Friedrich Struensee. O casal tinha uma mente liberal e pôs em marcha uma série de leis democráticas que levaram a protestos por parte da nobreza. Juliane tornou-se no centro da oposição e participou no golpe de estado que derrubou o governo de Struensee ao expor o seu caso amoroso com a rainha. Juliane conseguiu fazer com que o rei assinasse a ordem de prisão de Struensee quando ela própria já o tinha prendido em nome do rei. Em 1772, Struensee foi executado e a rainha Caroline Matilde foi exilada.
O filho de Juliane, o príncipe hereditário Frederik, era agora regente. Na verdade o príncipe foi pouco mais do que um fantoche nas mãos da mãe que era a verdadeira e indiscutível governante da sua regência, ajudada por Ove Høegh-Guldberg. Durante a revolução foi elogiada e comprada a Ester, Débora e Judite, e o rei escreveu-lhe uma carta a agradecer-lhe por o ter "salvado". O seu governo era extremamente conservador.
Voltou a instaurar os privilégios à nobreza e era vista como uma heroína da aristocracia e a salvadora dos seus privilégios. Contudo, a oposição, apelidava-a de demónio devido a todas as desventuras que aconteceram na Dinamarca durante a regência. É recordada por ter criado uma fábrica de porcelana que se tornou fábrica real do estado em 1779.
Formalmente, Juliane não tinha qualquer posição oficial, mas era reconhecida como a verdadeira líder. Durante o primeiro período depois da revolução estava presente em concílios. Mantinha correspondência regular com o seu cunhado Frederico II da Prússia, que a apoiava e referia-se a ela como a regente da Dinamarca.
Juliane teve a responsabilidade de educar o príncipe-herdeiro, futuro rei Frederico VI da Dinamarca. O príncipe odiava-a porque Juliane o tentou educar para ser a favor da sua regência e também porque tentou impedi-lo de ver a sua irmã que era a sua amiga mais chegada. Em 1781, decidiu, aconselhada por Frederico, O Grande, que o príncipe se deveria casar com uma princesa prussiana.
Em 1780, Juliane recebeu os seus sobrinhos, filho do seu irmão António Ulrich e da sua cunhada Ana Leopoldovna, que tinham sido prisioneiros na Rússia desde a ascensão da czarina Isabel ao trono, na Dinamarca. Instalaram-se na Jutlândia onde viveram numa casa confortável em prisão domiciliária aos custo de Catarina. Como tinham vivido toda a vida como prisioneiros, não estavam habituados à vida social e tinham um número reduzido de pessoas à sua volta, a maior parte dinamarquesas. A pensão da Rússia foi paga até ao último deles morrer em 1807.
Em 1784, o príncipe herdeiro foi declarado maior de idade. Juliane entregou-lhe um documento com instruções de como este deveria governar e aconselhou-o a confiar sempre nos seus conselhos.
Contudo, o príncipe herdeiro não tinha qualquer intenção de deixar Juliane e o seu filho no poder e logo na primeira sessão com o conselho dispensou o governo leal a Juliane sem a avisar, nomeando os seus próprios ministros que acabaram com toda a influência do antigo regime num só golpe, terminando assim com o reinado da duquesa e do regente.
Contudo, no primeiro baile que se deu depois deste, todos agiram como se nada tivesse acontecido e dando a impressão de que não tinha existido qualquer golpe. Juliane foi surpreendida pelo golpe de 1784. Em 1785, o Rei Gustav III da Suécia sugeriu-lhe que depusesse o príncipe-regente, mas ela recusou. A duquesa viveu o resto da vida calmamente na corte.
Morte e Sepultamento:
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Após uma viuvez de mais de 30 anos, a rainha viúva Juliane Marie morreu aos 67 anos no dia 10 de outubro de 1796 no Castelo de Fredensborg. A sua morte passou bastante despercebida. A rainha viúva Juliane Marie foi enterrada na Catedral de Roskilde num caixão classicista desenhado por Nicolai Abildgaard.
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