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A Princesa Sophia Magdalena (Copenhaga, 3 de julho de 1746 – Solna, 21 de agosto de 1813) foi a esposa do Rei Gustav III e rainha consorte da Suécia de 1771 até 1792. Era a filha do Rei Frederik V da Dinamarca com a sua primeira esposa Louise da Grã-Bretanha.
Aos cinco anos de idade (1751), Sophia ficou oficialmente prometida ao herdeiro do trono sueco, Gustav, e foi educada no sentido de se tornar rainha da Suécia. O casamento foi arranjado pelo parlamento e não pela Casa Real da Suécia e não agradou à rainha, Luísa Ulrica da Prússia, que na altura estava já no meio de um longo conflito com o parlamento e que preferia um casamento com a sua sobrinha, Filipina de Brandemburgo-Schwedt. No dia 1 de Outubro de 1766, Sophia casou-se com Gustav por procuração no Palácio de Christiansborg em Copenhaga. Os dois casaram-se em pessoa no dia 4 de Novembro.
Sophia foi recebida na corte sueca com gentileza por parte do rei Adolfo Frederico, mas a sogra, Luísa Ulrica, a presença mais dominante da corte, odiava-a e o marido ignorava-a completamente. Luísa Ulrica encorajou a distância entre o seu filho e a nora. Sophia Magdalena foi descrita como sendo bonita; trouxe consigo o maior dote que uma noiva real sueca tinha trazido desde 1680 e foi educada cuidadosamente para ser uma rainha perfeita. Recebeu muitos elogios, mas nunca se tornou popular, uma vez que a sua educação rigorosa dificultou a sua adaptação à corte sueca. Devido à sua personalidade reservada, era vista como fria e arrogante. Após a morte do rei Adolfo Frederico em 1771, Gustav III tornou-se rei da Suécia. No ano seguinte, Sophia Magdalena foi coroada rainha.
Vida como Rainha da Suécia:
A rainha Sophia Magdalena era uma pessoa séria e tímida e nunca fez parte do círculo intimo de amizades do rei. Ela e Gustav tinham personalidades diferentes que faziam com que a distância entre eles fosse ainda maior. Cumpria os seus deveres cerimoniais, mas não gostava do estilo de vida da corte do seu esposo extrovertido. Quando cumpria os seus deveres, a sua cunhada Edviges Isabel Carlota escrevia no seu diário que ela "era forçada a conhecer pessoas". Sophia preferia ficar na sua residência privada, o Palácio de Ulriksdal, sempre que podia.
No famoso diário da rainha Edviges de Holsácia-Gottorp, Sophia é descrita como bonita, fria, silenciosa e altiva, muito educada e formal, reservada e pouco social. Era nas ocasiões formais que ela estava melhor: saía-se lindamente, seguindo a etiqueta da corte e era vista como digna e impressionante. Tinha duas amigas muito intimas, Maria Aurora Uggla Ehrengranat e a Baronesa Virginia Carlota Duwall Manderström. Adorava a solidão, passar os seus dias fechada nos aposentos e jantar sozinha. Organizava uma grande tertúlia social de duas em duas semanas e adorava teatro que ia ver frequentemente. Durante a viagem italiana do marido entre 1783-84, organizava um jantar formal público para a cidade de duas em duas semanas. As suas damas-de-companhia incluíam as mulheres suecas mais conhecidas da época, entre as quais as Três Graças, o nome pelo qual Augusta von Fersen, Ulla von Höpken e Lovisa Meijerfelt eram chamadas e as artistas Marianne Ehrenström e Charlotta Cedercreutz.
Sophia nunca se envolveu em política, excepto numa ocasião durante a guerra em 1788 onde teve a tarefa de iniciar as conversações de paz com a Dinamarca. Chamou o embaixador dinamarquês, falou com ele e entregou-lhe uma carta para o rei dinamarquês. Durante a guerra russo-sueca (1788-1790) existe uma nota de que ela conheceu dois prisioneiros de guerra russos no parque do Palácio de Haga e lhes deu 100 coroas suecas a cada um. Diz-se que preferia a moda inglesa porque a francesa era demasiado reveladora.
Últimos anos:
Em 1792, Gustav III foi assassinado. Os conspiradores tinham o objectivo de a tornar regente do filho durante a sua menor idade.
Sophia ficou horrorizada com o assassinato do esposo, mas também causou escândalo quando se vestia de luto apenas em cerimónias públicas, mas não em privado.
Para ela foi um grande alívio poder retirar-se da vida pública. O seu cunhado, o Duque Carlos, tornou-se regente e ela absteve-se da vida política. Como viúva, Sophia Magdalena viveu uma vida retirada e gastava grande parte dos seus esforços em obras de caridade.
Em 1797 insistiu em ignorar o protocolo para receber a sua nora, Frederica de Baden pessoalmente na sua chegada a Estocolmo, uma vez que se lembrava bem como se tinha sentido sozinha na sua chegada como noiva. Durante o reinado do seu filho raramente aparecia na corte, excepto aos Domingos e em apresentações e preferia ficar na sua propriedade.
Em 1809 assistiu à abdicação do seu filho, o rei Gustav IV Adolfo da Suécia após a Suécia perder a Finlândia para a Rússia. Ficou profundamente afetada pela sua deposição. Ele foi enviado para exílio e substituído pelo tio paterno, Carl XIII, mas Sophia permaneceu na Suécia até à morte. Em 1810-11 foi uma das únicas pessoas na corte sueca que mostraram simpatia para com Desidéria Clary. Carlos João, Príncipe Herdeiro via-a com suspeita apesar dela lhe assegurar que não o culpava a ele por terem tirado o seu filho do trono, estando feliz por recebê-los.
Descendência:
Com o Rei Gustav III da Suécia teve os seguintes filhos:
- Gustav IV Adolfo da Suécia
Carl Gustav, Duque de Esmolândia
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