segunda-feira, 7 de outubro de 2024

Biografias - Anne Sophie Reventlow

Annasophiereventlow.jpg


Anne Sophie Reventlow (Randers1 de abril de 1693 – Randers, 7 de janeiro de 1743) foi a segunda esposa do Rei Frederik IV e rainha consorte do Reino da Dinamarca e Noruega de 1721 até 1730. Anne Sophie tornou-se oficialmente rainha após a morte de Louise de Mecklemburgo-Güstrow, primeira esposa de Frederik, entretanto ela e o rei eram casados morganaticamente desde 1712, vivendo em bigamia.


Anne Sophie era filha do conde Conrado de Reventlow que foi o primeiro chanceler da Dinamarca entre 1699 e 1708. Em 1711, o rei apaixonou-se por ela num baile de máscaras e quis te-la como sua amante. A mãe de Anne recusou-se a permitir que tal acontecesse, por isso, em 1712, o rei levou-a até Skanderborg Slot onde os dois se casaram numa cerimónia celebrada por Thomas Clausen.


Rainha:


A 4 de abril de 1721, pouco depois da morte da rainha Louise, o rei casou-se com Anne Sophie uma segunda vez. Desta vez o casamento foi formal e cheio de cerimonial. Apesar de ter provocado grande escândalo entre a nobreza dinamarquesa e pela realeza europeia, Frederik recusou-se a considerar o casamento morganático, visto que cumpria as normas da época de que a realeza se podia casar com nobres oficializados bem como com os seus próprios súbditos.


O rei reconheceu Anne Sophie como sua rainha e a sua coroação realizou-se em Maio de 1721. Muitos referem-se a ela como a primeira rainha morganática da Dinamarca, mas na verdade o mesmo já tinha acontecido com Ulvhild Håkansdotter. Nasceram três filhos da união, mas todos morreram com um ano de idade. Muitos viram este facto como um castigo pela bigamia do rei.


O príncipe-herdeiro Christian, que tinha sido muito chegado à sua mãe, odiava-a profundamente. Os seus cunhados, o príncipe Charles e a princesa Sofia Edviges, deixaram a corte em protesto, mas a sua enteada, a princesa Charlotte Amália, mostrou-lhe compaixão. Em 1725, o rei fez um testamento para garantir os direitos de Anne Sophie após a sua morte e obrigou o filho a assiná-lo.


Os parentes de Anne Sophie, conhecidos por "Gang Reventlow", habitantes de Reventlow e membros da família Holstein foram colocados em altas posições. A sua irmã, a condessa Cristina Sofia Holstein, que era chamada de Madame Chanceler, tinha grande influência sobre os assuntos de estado.


Anne foi acusada de nepotismo, mas não se sabe se chegou a ter influência política sobre o marido ou se queria apenas fortalecer a sua posição na corte. A sua recomendação era importante para qualquer pessoa que desejasse obter algo do rei. Por causa das suas doações a viúvas e aos pobres era chamada de Protectora das Classes Baixas, mas não existe informação sobre a sua popularidade junto do povo.


Viuvez:


Após a morte de Frederik em 1730, Anne Sophie foi expulsa de Copenhaga e mandada para a sua casa natal, o Castelo de Clausholm na Jutlândia. Era tratada por rainha Anne Sophie e não rainha Anne Sophie da Dinamarca e da Noruega ou rainha-viúva. Foi colocada praticamente sob prisão domiciliária o resto da vida, não tendo permissão de sair de casa sem a permissão do rei. Dedicou o resto da vida à religião. Após a sua morte, o rei Christian VI concedeu o seu desejo de ser enterrada na Capela Real na Catedral de Roskilde permitiu luto público em sua memória.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Rei Frederik X e Príncipe Herdeiro Haakon correram à tarde no centro de Estocolmo

Fonte:  https://www.svenskdam.se/