
Dagmar da Boémia (nascida Margarida, em tcheco/checo: Markéta; Meissen, c. 1186 – Ribe, 24 de maio de 1212) foi Rainha da Dinamarca por ter sido a primeira esposa do Rei Valdemar II.
Família:
Dagmar era filha de Otacar I, duque e depois rei da Boémia, e de Adelaide de Meissen.
Os seus avós paternos eram Ladislau II da Boémia e Judite da Turíngia, sua segunda esposa.
Os seus avós maternos eram o marquês Otão II de Meissen e Edviges de Brandemburgo.
Dagmar teve um irmão, Bratislau, e duas irmãs: Bozislava, esposa do conde Henrique I de Ortemburgo, e Edviges, uma freira na Abadia de Gernorde, na atual Saxônia-Anhalt e no Convento de São João, em Praga, na atual República Checa. Também teve nove meio-irmãos por parte do casamento de seu pai com Constança da Hungria, entre eles: Ana, esposa de Henrique II, o Piedoso; Venceslau I, rei da Boêmia, e a santa Inês de Praga.
Biografia:
Dagmar também era conhecida pelo povo como Dragomira, que significa preciosa e pacífica, devido à sua beleza.
O pai de Dagmar tornou-se o duque da Boémia em 1192, porém, foi desposto logo no ano seguinte. Portanto, Otacar e a família deixaram o país, e passaram a residir na corte do irmão de Adelaide, Alberto I de Meissen. Otacar virou um mercenário dos príncipes do Sacro Império Romano-Germânico, para lucrar com a disputa do trono alemão entre o irmão do imperador Henrique, Filipe da Suábia, e o duque da Casa de Guelfo, Otão de Brunsvique.
Em 1199, o duque repudiou Adelaide com base em consanguinidade, e casou em seguida com Constança da Hungria. Tal passo, junto com outras manobras, ajudou-o a conseguir tornar-se o rei da Boêmia graças à Bula Dourada da Sicília emitida por Frederico II do Sacro Império Romano-Germânico. Mesmo assim, a sua mãe não renunciou aos seus direitos, e conseguiu retornar para Praga, em 1205, de forma temporária.
Foi nesta época que o seu pai decidiu casá-la com Valdemar II da Dinamarca. Logo, Constança teve um filho, o futuro Venceslau I da Boémia, naquele mesmo ano. Sendo assim, Adelaide teve de deixar o país em definitivo.
Rainha:
Antes de se casar com Dagmar, Valdemar esteve noivo de Riquilda, filha do duque da Saxónia. Como o noivado não deu certo, Dagmar e Valdemar casaram em Lübeck, no ano de 1205. A partir de então, o nome dela passou a ser Dagmar, a versão dinamarquesa de seu nome de nascimento, Margarida, que significa dama do dia.
De acordo com os Anais da Abadia de Ryd (Annales Ryenses), em 1206, a rainha Dagmar implorou ao marido para soltar um inimigo seu, o bispo Valdemar da Dinamarca, um filho ilegítimo de Canuto IV, após ele jurar nunca mais interferir nos assuntos do pais.
Em 1209, Dagmar deu a luz Valdemar, o Jovem, que governou juntamente com o seu pai, mas morreu antes de assumir o trono por si só.
Dagmar, contudo, morreu jovem, no dia 24 de maio de 1212 enquanto dava a luz o seu segundo filho, que não sobreviveu.
Dagmar foi enterrada na Igreja de São Benedito, em Ringsted, localizada na ilha da Zelândia, ao lado do seu marido, e do outro lado está enterrada Berengária.
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