
Knud Lavard (em latim: Canutus Lavardus), nasceu a 12 de março de 1096 e faleceu em Ringsted, na Dinamarca a 7 de janeiro de 1131, foi um príncipe dinamarquês, duque da Jutlândia do Norte de 1115 a 1131 e rei dos obodritas, de 1129 a 1131. É também um santo da Igreja Católica.
Knud Lavard era filho do Rei Érick I da Dinamarca e da Rainha Bodil Thrugosdatter. Em 1115, o seu tio, sucessor de seu pai, Rei Nicolau I da Dinamarca, concedeu-lhe o título de duque da Jutlândia do Norte. Knud Lavard fez-se nomear rei pelo imperador germânico, com o objetivo de terminar a evangelização dos pagãos da região da costa báltica.
O seu primo, Magno Nilsson, filho de Nicolau I da Dinamarca, foi nomeado Rei da Suécia, como sucessor do rei Ingo I da Suécia. Ambos primos, pretendentes ao reino da Dinamarca, contavam, portanto, com um título real e a animosidade entre eles foi crescendo até que Magno Nilsson matou Knud Lavard em Haraldsted, perto de Ringsted, na Zelândia em 7 de janeiro de 1131. Desde o momento da sua morte, o jovem príncipe Knud foi objeto de devoção. O seu assassinato criou uma guerra civil na Dinamarca.
Knud Lavard foi declarado santo pelo papa Alexandre III no dia 25 de junho de 1170, durante o reinado do seu filho, Valdemar I da Dinamarca. A sua festa, o Knutsdagen (Dia de Canuto) foi declarado originalmente o dia da sua morte, 7 de janeiro, mas posteriormente foi trocado por 13 de janeiro como permanece até hoje. Knud casou, em 1116, com Ingeborga de Quieve, filha do príncipe Mistislau I de Quieve. Desta união nasceram:
- Margarida, casada com Stig Tokesen Hvide, morto em 1151;
- Cristina, nascida em 1118, casada com o rei Magno IV da Noruega, foi repudiada;
- Catarina, casada em 1159 com Pribislau, príncipe dos vendos;
- Valdemar I da Dinamarca, filho póstumo, nasceu em 14 de janeiro de 1131.
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